Nome: Sarah de Barros Maia
Comentario: Quando acabei de ler, peguei uma página do livro e escrevi a minha pequena crítica literária, que de literária não tem nada, mas se alguém me perguntasse, diria isso: Mulher firme, como uma rocha. O que escreve nos faz pensar em nosso próprio lugar no mundo e também, o mundo X nós. As dores, as alegrias, as vaidades...Tudo. É muito interessante. Digo que já amo Danuza Leão (Nara, também) sem ao menos vê-la(s). Apenas, porque é linda de luta.
Sua história é parte do Brasil, sua vida é um livro mesmo. É tanta coisa, que fica difícil de acreditar...Parece que o tempo estava sempre a esperar por ela para acontecer.
Nome: Osório Barbosa
Comentario: Quase tudo – Danuza Leão
Dia desses, sábado, 26.11.05, para ser mais preciso, após os olhos estarem cansados de uma leitura técnica, comecei a folhear e, consequentemente, ler, o último livro da Danuza Leão. Mesmo, inicialmente, com muito sono, cheguei à página 64, não fui mais adiante por que no dia seguinte, muito cedo, tinha um compromisso inadiável.
Meu caso de amor com a autora já vence mais de quinze anos. Nosso romance difere de todos os outros, especialmente dos tradicionais à Juieta e Romeu, Isolda e Tristão e Eloisa e Abelardo, por exemplo. É que o nosso affair é virtual, enquanto de um lado eu me dedico a ela, do outro, a Danuza nem sabe da minha existência, mas, o que fazer? Segundo a própria Dan (viu como sou íntimo?), “quando amam, as mulheres são todas iguais”. Oh, amour, os homens também!
Em uma das minhas crises de amor, quase tentei as drogas, contudo, de novo lembrei que ela, de maneira curta e grossa, disse: “não se pode confiar em ninguém que se droga.” Parei na hora! Antes de começar.
Minha musa é, além de tudo honesta, pois chega a admitir que: “era bem bonita - hoje me dou conta”, é o preço da praga do tempo. Preço, no entanto, que gostamos de pagar, já que, do contrário, não teremos tempo sequer de olhar para o espelho. Dan, como você se dá conta, eu também me dou conta que você é cada uma daquelas lindas mulheres cujas fotos ornamentam seu livro, é você navegando (surfando, diria um carioca) no tempo!
Como foram felizes Richard Avedon e S, A, R!
Não me interessa o que “contam as más línguas da família”, se é que contam algo sobre você, prefiro ouvir de sua própria boca sobre você e o mundo. Por isso tenho paciência, espero a chegada da Folha aos domingos sempre ansioso para ouvi-la. Minha alma levita enquanto sussurras todas as tuas sábias lições. Tão precisas quanto o corte do bisturi bem afiado.
Nossos caminhos, mesmo distantes, se tangenciam em alguns momentos. Exemplo?
Quando comemos galinha você diz que “quando a travessa chegava com a galinha acompanhada de polenta, que na minha terra se chama angu, vinham junto a moela, o coração, o fígado e um cacho de ovinhos de vários tamanhos”, me encheste de saudade, mas não de inveja, uma vez que também brigava pelas partes citadas e ouvia meu pai reclamar pelo fato da galinha não ter várias moelas e/ou corações.
Talvez nosso amor tenha dado tão certo ao longo destes anos porque sei que chegaste “à conclusão de que não nasci para ser casada”. Penso que eu também, mas não vamos mexer em time que está ganhando.
Embora não reclamemos dos nossos, sei que “mãe não se escolhe; amigos e amores também não”, embora, depois do tempo passado, se pudéssemos, não que desejemos voltar atrás, mas, certamente, em especial em relação aos dois últimos (amigos e amores) faríamos algumas coisas diferente. Eu, por exemplo, em vez de São Paulo, poderia ter ido para o Rio, quem sabe, uma hora dessas, poderia dirigir seu carro quando você saísse da manicure e enquanto sua